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Sexta-feira, Junho 29, 2007

“Eu quero sentir a noite,
Eu quero olhar as luzes” (Ana Carolina)


É sopa no mel encararmos a metrópole quando estamos em boa companhia. É por isso que na quarta-feira resolvemos, literalmente, encarar a metrópole tomando sopa. Isso mesmo! Fomos ao Terraço Itália experimentar o seu Festival de Sopas enquanto a metrópoles se exibia para nós em todas as suas luzes.
Foi incrível. Estávamos eu e Monique representando a Bahia, Léa como anfitriã Paulistana e Dana, da distante Eslováquia, trazendo um toque europeu pro nosso encontro.
A vista é realmente deslumbrante. Era um mar de cidade que se espalhava a perder de vista. A pergunta da Dana foi a melhor: where is the forest behind the city? Não há, pra onde quer que a gente olhe é cidade, cidade e mais cidade. E vendo assim de cima, parecia tão inofensiva... Quase um presépio.
Realmente foi um programa delicioso. Em todos os sentidos. Visão, paladar e audição, sobremaneira. Aliás, já disse isso a elas, mas agora falo de público, essas gurias que estavam comigo fazem parte, com louvor, do seleto grupo que tornou São Paulo melhor pra mim. Então, nada melhor do que ver a melhor vista da cidade junto com elas. Adorei. E quer saber de uma coisa? O Festival vai até o final de agosto e é uma ótima pedida, melhor do que ficar em casa dando sopa...




postado por Manuella às 8:25 AM
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Sábado, Junho 23, 2007

Li o Guarani quando estava no 1º ou 2º ano colegial (para os neófitos, ensino médio), lá nos idos de 1992 ou 1993... Lembro que achei a Ceci uma chata e o Peri um bobo alegre. Aquele romance ufanista, impregnado da teoria do "bom selvagem" de Rousseau, não me comoveu. Torci mesmo para que o dilúvio tragasse de uma vez aqueles dois. Afinal, era eu que já estava pra me afogar no mel pegajoso que escorria deles. Em suma, não sentia a menor empatia pelo casal.
Na verdade, a personagem com a qual eu me identifiquei foi a Isabel, irmã bastarda de Ceci que era criada como prima: "seus olhos grandes e negros, o rosto moreno e rosado, cabelos pretos, lábios desdenhosos, sorriso provocador". Ela sim parecia real, Ceci era uma etérea boneca de louça, bem ao gosto dos românticos da época.
Passados uns quinze anos, tive agora o prazer de um reencontro com a obra "O Guarani". Não que tenha relido o livro, após baixá-lo na internet num desses sites de domínio público. Dessa vez o Guarani chegou a mim pelas mãos de Carlos Gomes e não de José de Alencar.
Fui ontem num show montado pela GOL em comemoração aos 400 anos da ópera original. Só o site já é uma obra prima e vale muito a visita.
Achei o projeto genial, mandei um e-mail pra Léa pra saber se ela se animava em ir e ela topou no ato. Saímos direto do trabalho para o espetáculo. Já na entrada, tivemos uma agradável surpresa, enquanto parávamos para adquirir os convites, um casal falou que não precisávamos comprar e nos deram cortesias. Quando a coisa é pra dar certo é assim, combinada de última hora e ainda sai "na faixa".
A montagem é um escândalo. Fizeram uma ópera eletrônica. O risco de um projeto desses cair no "modernoso" é altíssimo, mas eles acertaram o tom e foi uma apresentação absolutamente moderna. O conceito todo do evento foi fantástico, um DJ fazendo um aquecimento (que demorou tanto que acabou virando "aquecimento global", única falha do espetáculo). Depois veio a ópera e por fim um balada comandada pelo DJ Maumau.
Quando as cortinas se abriram, vimos uma explosão de luzes. Vários telões e o uso de diversas mídias diferentes. Era a mistura do canto lírico com que há de mais atual na cena eletrônica.
A linguagem era videoclíptica, tudo muito rápido, entrecortado. Diversas tendências: street dance, grafite, vídeo-game...Tudo apareceu misturado, formando um caleidoscópio hipnotizador.
Os figurinos também estavam maravilhosos. Enfim, finalmente assisti a um espetáculo que me fez sentir-me nos anos 2000. O futurou chegou. Sem esquecer do passado, o que é ainda melhor.



postado por Manuella às 10:05 AM
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Sexta-feira, Junho 22, 2007

Ali

Paulo Leminski


ali

ali
se


se Alice
ali se visse
quanto Alice viu
e não disse


se ali
ali se dissesse
quanta palavra
veio e não desce


ali
bem ali
dentro da Alice
só Alice
com Alice
ali se parece


A nave Terra ganha nova tripulante. Chegou Alice, a mais nova integrante da família Coelho. Vou ter que conter minha ansiedade, já que só feriado de 09 de julho irei carregá-la em meus braços.
Lembro do meu irmão quando éramos criança brincando com seu "filho", um coelhinho de pelúcia chamado "Lelhinha". Agora é uma coelhinha de verdade que ele coloca no colo. É lindo acompanhar essa dança do tempo.
Desejo a essa pequena muita sorte nessa jornada que se inicia. O melhor é saber que ela estará bem assessorada. Alice na nossa família encontrará hélice e alicerce. Parabéns aos novos pais que nasceram junto com ela.
Sobretudo, parabéns ao mundo por ter merecido a credibilidade de receber esse novo investimento de Deus.



postado por Manuella às 10:04 AM
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Quinta-feira, Junho 14, 2007

Dia dos Namorados sem namorado é aquela coisa, como diria Zeca Baleiro, Eu ando tão a flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar. Parece que para onde olhamos pululam coraçõezinhos de um carmim purpurinado voando e a gente pensa: Quando é que vamos encontrar a nossa tampa da panela? Já que pra toda Angelina Jolie deve haver um Brad Pitt.
Assim resolvi inovar. Por que não comemorarmos a solteirice nessa data? Até porque não existe um dia do solteiro. E o solteiro é como um bebê, tem um mundo de potencialidades diante de si.
Foi pensando nisso que resolvi abrir as portas do APzinho para as amigas numa reunião extraordinária em pleno Dia dos Namô. Aliás, se tem uma coisa que eu adoro é ser anfitriã. Essa coisa de receber em casa não podia ter melhor nome, porque realmente recebemos as pessoas de braços abertos e recebemos delas toda uma vibração positiva, é uma grande troca.
Como adoro um ritual, não bastava só um telefonema e uma reunião informal. Tinha que ter um propósito, um tema, um convite... Afinal, era uma celebração e merecia pompa e circunstância. Coloquei o tutano na panela e eis que veio o nome na minha cachola: Me fondue no dia 12.... Oba! Todo mundo achou divertida a idéia! Adorei o comentário da minha Xará Gaúcha sobre o convite, dizendo que tinha ficado a minha cara, pois era criativo e sexy.
O nosso evento foi um sucesso. Fizemos, como costumo chamar, a nossa terapia em grupo. Foi uma delícia. Nada como um bom papo regado a vinho e, claro, muito fondue (de queijo e de chocolate, haja seratonina... hummmmm).
Tenho que agradecer a cada uma das garotas que veio dividir o seu brilho, suas histórias, vinhos, petiscos e sobretudo seu sorriso conosco nessa data. Agradeço ainda às presenças virtuais, por telefone ou pelo pensamento, em razão de algumas amigas não poderem estar fisicamente entre nós, pois estão espalhadas pelo mapa do Brasil... Seja em Salvador, Curitiba, Rio, Brasília...
Engraçado que no final ficou aquela sensação geral de que foi um dos melhores dia dos namorados das nossas vida. Até porque desse dia sempre vamos lembrar com um sorriso no rosto, sem mágoas ou nostalgia. Enfim, foi muito especial e assim como o fondue, deixou um gostinho de quero mais.






postado por Manuella às 11:02 AM
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